24/01/2010


o que eu queria dizer, e não disse

que o que me doeu, o que houve de ruim, foi a tua ausência vindo aos poucos. todas as promessas feitas e quebradas, as desculpas esfarrapadas. os pequenos momentos de desatenção. o teu sono sendo mais valioso que a minha presença. os teus estúpidos vícios com uma importância acima dos teus (nossos) amigos. aquele momento em que o encontro dos olhares era um vazio. eu estive lá, e quando eu menos percebi, você já não estava mais lá comigo.
é claro que tu irias perguntar sobre as coisas boas. as coisas boas duraram muito tempo. porém, também me iludiram por muito tempo. as coisas boas não vão voltar, então não servem de base para nada do nosso futuro. as coisas boas agora estão enterradas sob esse monte de lixo que eu acabei de mencionar.
eu não pretendo negar a entrega, o amor, tudo o que houve de bonito. mas também não vou negar o quanto mudamos, eu e tu.
é tarde demais pra ti. enquanto tu buscas um caminho de volta, um caminho do meio, eu já passei quilômetros a frente. agora sou eu que não estou mais contigo e nem vou estar. nem amante, nem amiga. nunca mais.

only kisses on the cheek from now on
and in a little while we'll only have to wave

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marina, 08:42
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10/01/2009


Sorry to myself

"For hearing all my doubts so selectively and
For continuing my numbing love endlessly. 
For helping you and myself, not even considering me
For beating myself up and overfunctioning.

To whom do I owe the biggest apology?
No one's been crueler than I've been to me.

For letting you decide if I indeed was desirable
For myself love being so embarassingly conditional.
And for denying myself to somehow make us compatible
and for trying to fit a rectangle into a ball.

To whom do I owe the biggest apology?
No one's been crueler than I've been to me.
I'm sorry to myself.
My apologies begin here before everybody else.
I'm sorry to myself.
For treating me worse than I would anybody else.

For blaming myself for your unhappiness
and for my impatience when I was perfect where I was.
Ignoring all the signs that I was not ready,
and expecting myself to be where you wanted me to be.

To whom do I owe the first apology?
No one's been crueler than I've been to me.
I'm sorry to myself.
My apologies begin here before everybody else.
I'm sorry to myself.
For treating me worse than I would anybody else.

Well, I wonder which crime is the biggest:
Forgetting you or forgetting myself?
Had I heeded the wisdom of the latter,
I would've naturally loved the former.

For ignoring you, my highest voices.
For smiling when my strife was all too obvious.
For being so disassociated from my body,
and for not letting go when it would've been the kindest thing.

To whom do I owe the biggest apology?
No one's been crueler than I've been to me.
I'm sorry to myself.
My apologies begin here before everybody else
I'm sorry to myself.
For treating me worse than I would anybody else."

Alanis Morissette

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marina, 01:07
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16/10/2008


Liberdade

Com as pernas trêmulas subi as escadas parecendo cair sentindo-me sem chão encostei-me nas paredes o corpo ainda meio sujo sentia o concreto gelado e esse gelado lembrava-me metal das algemas que acabei de largar.

Que sentimento era aquele que já me esqueci? Era culpa? Era pena? Alguma vez o senti?
Que barbaridades eu disse? Passou o tempo e já esqueci.
Que dor é essa que sinto meu rosto? Ah, é dor de tanto sorrir.


Perceber aquilo que se tem de bom no viver, é um dom.

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marina, 21:08
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02/10/2007


shining

Tiny rays of sun
crossing drops of water
that are running down
the closed window
of my room.
They are illuminating~
everything.

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marina, 22:55
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04/09/2007


Hoje é um daqueles dias em que a minha mente está muito, muito, muito rápida; de tal forma que nada a acompanha. Nem o corpo, nem a música, nem as lágrimas. Acho que nem a velocidade da luz a alcança. Hoje é um daqueles dias me que tudo que me resta fazer é deitar na cama e ver as nuvens passando pela janela estreita, respirar fundo e tentar acalmar esse ânimos. Quem sabe ler. Vou lá.

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marina, 17:13
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15/06/2007


Resumo de mim

Tava lendo esse livejournal e na minha curiosidade rotineira, fui fazer um tal teste que tinha lá.
Nunca pensei que fazer um teste desses fosse dar tão certo. Estou boba. Sinceramente.

Retrato de um ENFP - Extraverted iNtuitive Feeling Perceiving

Seu modo principal de viver é focado externamente, de onde você absorve os fatos primariamente através de sua intuição. Seu modo secundário é focado internamente, onde você lida com as coisas de acordo com a maneira como você se sente quanto a elas, ou de acordo com a maneira com que elas se encaixam no seu sistema de valores pessoais.
Você é uma pessoa calorosa, entusiasmada, tipicamente muito inteligente e cheia de potencial. Você vive num mundo de possibilidades, e pode ficar muito apaixonado e entusiasmado com as coisas. Seu entusiasmo dá a você a habilidade de inspirar e de motivar os outros, mais do que é constatado em outras pessoas. Você tem a habilidade de conseguir o que você quiser com o seu papo. Você ama a vida, vendo-a como um dom especial, e luta para tirar o máximo proveito dela.
Você tem uma variedade incomum de habilidades e de talentos, e é bom em quase tudo o que te interessa. Orientados a trabalhar com projetos, você pode acabar encarando várias carreiras diferentes durante sua vida. Para quem observa de fora você pode parecer perdido e sem objetivo, mas é na verdade muito consistente, pois possui um senso de valores que você utiliza como uma lei que rege a sua vida. Aliás, tudo o que você faz deve estar alinhado com seus valores. Você precisa sentir que está vivendo sua vida como você mesmo, andando de acordo com o que você acha certo. Você vê significado em tudo, e está numa batalha contínua para adaptar sua vida e seus valores para conseguir atingir uma paz pessoal. Você está sempre ciente e inclusive preocupado em perder contato consigo mesmo. Como a empolgação emocional é normalmente muito importante em sua vida, e como você está sempre focado em estar com sua vida alinhada, você acaba freqüentemente sendo um indivíduo intenso, de valores altamente desenvolvidos.
Você necessita se focar em terminar os projetos que você começa. Este pode ser um grande problema para você. Diferentemente de outras pessoas extrovertidas, você precisa de tempo sozinho para encontrar seu equilíbrio, e para ter certeza que você está em sintonia com seus valores. Se você se mantiver equilibrado, é muito provável que você tenha obtenha sucesso em seus projetos. Então, não caia no hábito de sair rapidamente de um projeto quando você se animar com uma nova possibilidade, pois você pode acabar nunca atingindo os grandes objetivos que você pode atingir.
Você tem uma ótima capacidade de lidar com as pessoas. Você é genuinamente caloroso e interessado por elas, e coloca uma grande importância em suas relações com os outros. Você quase sempre tem uma grande necessidade de que os outros gostem de você. Especialmente numa idade mais jovem, pessoas como você tendem a demonstrar entusiasmo excessivo para com outras pessoas, exagerando no esforço para ser aceito. No entanto, assim que você aprender a equilibrar sua necessidade de ser verdadeiro para consigo mesmo, com sua necessidade de ser aceito pelos outros, você se tornará ótimo em trazer à tona o melhor que cada pessoa tem a oferecer, e será bem aceito por todos. Você tem uma habilidade excepcional de entender intuitivamente as pessoas após pouco tempo, e de usar sua intuição e flexibilidade para se relacionar com os outros no nível deles.
Por viver num mundo de possibilidades empolgantes, os detalhes do dia-a-dia são vistos como desagradáveis trivialidades. Você não coloca importância em tarefas detalhadas e de manutenção, e freqüentemente nem está ciente dessas questões. E quando você realmente tem que realizar essas tarefas, você não tem prazer em fazê-las. Essa realmente é uma área desafiadora para as pessoas como você, e pode se tornar algo frustrante para seus familiares.
Se você acabar indo para o “mau caminho”, pode se tornar um tanto manipulativo –e muito bom nisso. O talento de ser persuasivo com o qual você foi abençoado faz com que você consiga o que quer de maneira natural e fácil. Porém, na maioria das vezes você não irá abusar destas habilidades, pois estas não se encaixam com seu sistema de valores.
Às vezes você também comete erros de julgamento graves. Você tem uma habilidade incrível de perceber intuitivamente a verdade sobre uma pessoa ou situação, mas quando você aplica um julgamento à sua percepção, você pode chegar a conclusões erradas.
Se você não aprender a levar as coisas que você começar até o final, você pode encontrar dificuldades em se manter feliz em casamentos. Sempre vendo as possibilidades do que pode ser, você pode se cansar do que realmente é. O forte senso de valores irá te manter você dedicado às suas relações. No entanto, como você gosta de um bocado de animação na sua vida, se dará melhor com pessoas que se sintam confortáveis com mudanças e com novas experiências.
Ter um pai como você pode ser uma experiência muito divertida, mas pode ser uma experiência estressante para crianças com fortes tendências concretas ou de organização. Estas crianças podem ver seus pais como inconsistentes e difíceis de entender, à medida que são carregadas por esse redemoinho que é a vida do pai. Algumas vezes você desejará ser o melhor amigo de seus filhos, e em outras vezes fará o papel do pai autoritário. Mas você seu sistema de valores é sempre consistente, o que impressionará suas crianças mais que tudo, juntamente com sua simples felicidade de viver.
Você é basicamente uma pessoa feliz, mas pode se tornar infeliz se confinado a horários estritos e a tarefas mundanas. Consequentemente, você trabalha melhor em situações onde você tenha muita flexibilidade e onde você possa trabalhar com pessoas e com idéias. Uma ótima idéia seria a de você abrir seu próprio negócio! Você tem a capacidade de ser altamente produtivo mesmo com pouquíssima supervisão, apenas necessitando que você esteja entusiasmado com o que você está fazendo.
Por ser tão alerta e perceptivo, constantemente analisando o ambiente ao seu redor, é bem provável que você sofra de tensão muscular. Você tem uma grande necessidade de ser independente, e resiste a ser controlado ou rotulado. Você precisa manter o controle sobre si mesmo, mas não acredita em controlar os outros. Sua necessidade de independência e de liberdade se estende tanto a si próprio, quanto aos outros.
Você é uma pessoa charmosa, engenhosa, que se arrisca, sensível, voltada às pessoas, e com capacidades de todos os tipos. Você tem muitas qualidades que irá utilizar para se satisfazer na vida (e também àqueles próximos a você) se conseguir se manter equilibrado, e dominando sua capacidade de levar até o fim o que você começar.

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marina, 10:09
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12/04/2007


Cedendo

Costumava querer muitos.
Agora, até aceito poucos
- desde que sejam bons.
Para falar a verdade,
só um já seria suficiente.

Mas cadê?

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marina, 20:54
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29/05/2006


Antítese

tenho certeza que me perco. tenho certeza que ajo errado, ajo por impulso, ajo ao contrário. tenho certeza que mudo as ordens; e no final me prejudico. tenho certeza que esse tempo todo, usei minha ilusão como abrigo.
quando chego perto de novas certezas, duvido. o verbo pra mim, nunca vira carne. o concreto foge, esconde-se, passa longe de mim. os únicos fatos sólidos, verdadeiros, inquestionáveis, minhas únicas certezas: perco-me, ajo errado, ajo por impulso, ajo ao contrário; mudo as ordens, prejudico-me, uso minha ilusão como abrigo.
desanimo e evaporo. condenso, solidifico. mudo a aparência, mas por dentro é a mesma estrutura corroída pelos próprios pensamentos. exponho-me, deixo à mostra; mostro as letras e os parágrafos da minha vida, o livro aberto. difícil é interpretar.
e é assim que levo a vida na inconstância. nunca satisfeita, sempre inconformada. notáveis são apenas meus erros e pedras no meio do caminho, porque o nascer do sol cega e queima minha memória.

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marina, 17:04
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23/05/2006


De ponta-cabeça

eu gosto de escrever, gosto de opinar, gosto de me expressar. que soe como loucura, mas é verdade: me dá prazer o ato de me expor com letras, de soar convicta, decidida e moralista.
mas é difícil de lidar com a minha ganância pelas palavras, quando não sei bem sobre o que falar ou relatar. digamos que, me perdi na busca por um assunto.
pedi auxílio então, ao meu mapa de temas.
ele me deu uma boa orientação: dê três passos à esquerda, cinco para frente, sente-se. apalpe a terra e procure algum vestígio de buraco camuflado. achou? perfeito! tire o desfarce que o cobre, e com muito cuidado, destampando o buraco devagar, tire lá do fundo uma daquelas suas lembranças remotas - provavelmente estarão um pouco sujas de terra, mas não se espante.
segure firme, apalpe, cheire, note a forma, sinta, explore. agradou? aí está o seu tema. tente associa-lo com algo atual. opa! deu certo?

quando era pequena (aliás, menor), encostava o sofá perto da janela, e deitava, de cabeça para baixo, pondo as pernas pra fora da janela aberta, e deixando a cabeça quase encostar no chão.
dava gargalhadas da aparência do mundo de cabeça-pra-baixo.
e aí pensava: eu me viro, e vejo o mundo de um jeito diferente.
as pernas balançavam do lado de fora pegando um poquinho da brisa do fim da tarde. nada de aparentemente muito especial, mas era realmente divertido.
hipócritas eram os que ridicularizavam; sei que no fundo tinham curiosidade de fazer aquilo também. situações deliciosas e singelas como essas brincadeiras de criança dão ótimos resultados no futuro. e os emburradinhos de plantão que se recolham com a sua ignorância e descrença, já que é provado que infância feliz dá reflexo, sim!
"ver o mundo de um jeito diferente" foi passatempo por anos. talvez até uma das coisas mais divertidas da época. a altura das janelas da casa eram totalmente propícias à situação.
mas teve o dia da mudança: adeus, casa. adeus, janela. adeus, sofá.

fiquei então, desprovida por algum tempo da visão do mundo de cabeça para baixo.
e cheguei a grande conclusão que ver o mundo de um jeito diferente me fazia feliz; mas quando me tiraram esse privilégio e vi tudo sempre do mesmo jeito, entristeci.
eis aqui, a parte da minha infância que ajudou nas minhas atuais características.
quando recebemos a permissão de ver as coisas de um jeito diferente, de falar a respeito delas de um jeito diferente, de fazer coisas diferentes, acabamos gerando um estilo próprio.
levei algum tempo para perceber que a janela era só um dos lugares que me permitiam ver o mundo de cabeça pra baixo. descobri outros depois de algumas semanas. e depois de mais alguns anos, notei que não precisava mais do auxílio de objetos para virar as coisas. tentava olhar de cabeça para baixo, de fora para dentro, de dentro para fora, de frente, de lado, de costas.
daí aprendi a analisar e julgar as coisas de uma outra forma.

hoje em dia, admito que tenho dificuldade de lidar com pessoas sem opinião, ou aquelas pré-conceitu(adas)(osas).
sabe o que deveria ser feito? essa pessoas deviam deitar-se no chão para observar nuvens. elas iriam ver como cada um vê as coisas diferente do outro. e depois elas deveriam tentar a janela, quando já estivessem mais preparadas.

já está tarde.
o mundo precisa ver as coisas de um jeito diferente. tomar uma injeção de opinião própria, respeito e atitude.

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marina, 16:38
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sumário

o que eu queria dizer, e não disse
remember/forget/remember/forget/remember/forget
Caio F.alando por mim
Dois mil... Inove.
Sorry to myself
Dessssssssprezível
Liberdade
This mess we're in
O mais genial dos ensaios
Eu admito:

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marina b.,
18, pólis do sr. floriano peixe oco, da capitania hereditária de santa catarina, uma mistura de perfeccionismo, teimosia, stress, muita curiosidade, amor transbordante, algumas boas amizades, maternidade perfeita, valores, com uma pitada de angústia e inveja, porque todo mundo tem.
e uma ESFP.

love:
aquelas pessoas especiais, as músicas certas nas horas certas, fotografia, cores, composição, palavras/notas musicais blended in perfection, ponta fina, janelas grandes para sentar e olhar, o mar, uma coisinha pequena e doce ao final de uma refeição, momentos de ócio criativo, filmes embaixo das cobertas ou no cinema, felinos e vaquinhas, sorrisos inesperados, demonstrações de afeto, transbordar mel, reconhecimento.

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