29/03/2007


Para Allie, Alessandra Kuhn Uhlmann, minha soulmate.

14 de maio de 2006. Domingo de manhã. Uma moça alta, cujos cabelos louros estavam envolvidos em uma toalha, abria-me a porta com um sorriso. Três segundos de adaptação, ela fez com que eu me sentisse em casa.
Naquele momento, eu soube: eu ia adoro o abraço dela para todo o sempre.
As horas vão passando e os sentimentos de alegria, satisfação e amizade iam ampliando de forma descontrolada.
Naquele momento, ninguém se importava com nada. Era eu com ela, ela comigo, nós como nosso mundinho.
Mais cedo do que eu previ, aquilo me invadia. Eu não podia imaginar que as coisas seriam daquele jeito, mas já não podia mais viver sem o mesmo.
E sem desvio, via-a tomando o caminho direto ao meu coração, ignorando quaisquer limites de velocidade e avisos de perigo.
Cada segundo que passava, nós notávamos o quanto tínhamos em comum. Não há explicação para a ligação divina entre nós. Compreendíamo-nos, víamo-nos, conhecíamo-nos.
Tentar descrever qualquer sentimento meu por ti seria vão. São coisas inefáveis dentro de mim. Meu coração ainda não arranjou maneira de transpor-se em palavras, e por isso, eu lamento.
Tu mereces as melhores palavras que todas as línguas podem dispor; tu mereces as flores mais cheirosas; tu mereces os abraços mais calorosos; tu mereces tudo de melhor alguém pode dar. Então o que faço? Tento de todas as formas dispor o melhor de mim para ti.
Me abraça e pega na minha mão, amiga. Admiro-te por tudo o que és. E imaginar-me sem ti é algo que já não existe mais. Algo que simplesmente não é possível.
A única coisa que me resta a dizer é que, contigo eu melhoro. Contigo, eu estou bem, sempre. Tu és a única coisa que há para mim, que não me deixa dúvidas sobre o quão eterno e verdadeiro pode ser.
Meu único pedido é: continue fazendo bom uso do meu coração.

Eu te amo.

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marina, 22:50
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18/07/2006


Inefável

Solidão, subs. feminino. 1 estado de quem se acha ou se sente desacompanhado ou só; isolamento. 2 caráter dos locais ermos, solitários. 3 local despovoado e solitário; retiro. 4 vasto espaço ermo, sem população humana. 5 sensação ou situação de quem vive afastado do mundo ou isolado em meio a um grupo social.
Para falar a verdade, quando fui procurar o significado no dicionário, não achei que expressaria tão bem como eu me sentia. Número cinco foi meu estado de espírito e meu modo de vida durante um bom tempo.
Eu tenho muitos amigos e sim, sou uma pessoa feliz. Sou uma pessoa extremamente sociável e nunca me esforcei para isso. Mudanças são coisas que eu sempre gostei - das mais singelas às mais drásticas -, mas nunca achei que sofreria tanto ao passar por uma delas.
Mudar de cidade foi uma idéia-êxtase no começo. Claro, meu coração se partia em pensar que teria que deixar algumas pessoas por aqui; mas sempre soube que as veria de novo. E essa idéia que a princípio era um fruto maduro, pareceu regredir quando tudo de fato aconteceu.
Não foi só solidão, porque na verdade, tive sempre pessoas ao meu redor. Mas é como se sentir muito diferente do resto da multidão. Não sou e nem pretendo ser do tipo de pessoa que se adeqüa aos estereótipos pra não viver só. Eu sou o que sou e nenhuma situação muda isso; pode chamar de egocentrismo, mas pra mim meus valores vem antes dos valores dos outros. Mas sentir na pele o que era ser diferente de todo o resto foi bem agonizante.

Mas o tempo é sábio. Muito sábio.
Fiquei sozinha o tempo necessário para pôr as coisas em ordem dentro da minha cabeça e para notar que nem tudo estava tão ruim assim. Adeqüei-me a uma nova situação: eu e eu mesma podemos ser boas amigas. Esse tempo sozinha me fez observar outras coisas nas pessoas, e fez as pessoas observarem outras coisas em mim. Isso tudo foi trabalho do tempo.
Mas depois surgiu alguma outra coisa, que por falta de termos, optei por chamar de ‘destino’. Alguém maravilhoso que subitamente, apareceu e ficou.
Uma pessoa que apenas olhando-a, já me dá vontade de sorrir. Uma pessoa para me despertar gargalhadas. Uma pessoa que mudava completamente o meu estado de espírito em menos de uma hora. Não importa o quão ruim foi o dia, bastava uma hora com ela pra ficar ótimo. E diga-se de passagem, que essa hora passava muito rápido.
Uma pessoa que se dispôs a me ouvir, e também se dispôs a falar. Uma pessoa que entendia, que criticava, que incentivava. Uma pessoa pra preencher o espaço vazio que sobrava. Um encaixe perfeito. Um abraço tranqüilizante.
Juntos, é claro, desfrutamos de momentos únicos e inigualáveis. Algo tão privado e ao mesmo tempo, tão exposto. Uma amizade verdadeira, um amor incondicional, um novo ponto de vista - ou vários - em comum.
A solidão que antes se fazia, agora é apenas passado. O que me resta é ser grata por receber uma amizade tão pura e singela que me deu total estabilidade emocional. Sou com-ple-ta novamente.

Eu nunca achei que conseguiria pôr tudo isso em palavras. Para falar a verdade, ainda acho que não consegui, mas ao menos eu tentei. Tentei porque esse dia do amigo me fez pensar sobre muitas, muitas, muitas coisas. E uma delas foi isso tudo. Texto simples, três horas e cinqüenta e sete minutos atrasado para ter sido postado na data correta (ontem).
Mas isso pouco me importa.
Só sei que me sinto bem. Muito bem.
Eu nem preciso citar nomes, deixo assim ficar subentendido.

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marina, 02:53
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o que eu queria dizer, e não disse
remember/forget/remember/forget/remember/forget
Caio F.alando por mim
Dois mil... Inove.
Sorry to myself
Dessssssssprezível
Liberdade
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marina b.,
18, pólis do sr. floriano peixe oco, da capitania hereditária de santa catarina, uma mistura de perfeccionismo, teimosia, stress, muita curiosidade, amor transbordante, algumas boas amizades, maternidade perfeita, valores, com uma pitada de angústia e inveja, porque todo mundo tem.
e uma ESFP.

love:
aquelas pessoas especiais, as músicas certas nas horas certas, fotografia, cores, composição, palavras/notas musicais blended in perfection, ponta fina, janelas grandes para sentar e olhar, o mar, uma coisinha pequena e doce ao final de uma refeição, momentos de ócio criativo, filmes embaixo das cobertas ou no cinema, felinos e vaquinhas, sorrisos inesperados, demonstrações de afeto, transbordar mel, reconhecimento.

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